A era de Guardiola no “City”: um adeus que se transformou em uma celebração grandiosa.
Manchester não se despediu do treinador. Manchester celebrou o arquiteto. No último jogo em casa, sob a liderança de Pep Guardiola, o “Etihad” transformou-se em uma celebração de agradecimento: os torcedores, os jogadores e a diretoria do clube organizaram um adeus triunfal, que mais parecia uma coroação do que um sinal de despedida.
Em oito anos, o treinador espanhol mudou a história do futebol inglês. Quatro campeonatos consecutivos, uma conquista histórica, uma revolução no jogo ofensivo e a cultura do controle absoluto do jogo – tudo isso tornou-se a marca do “City” durante a era de Guardiola. Sua partida não foi um fracasso do projeto, mas sim o fim lógico de uma era que já é considerada um período de ouro.
A cerimônia de despedida aconteceu sem excesso de pompa, mas com sincera emoção. Os jogadores levantaram um banner com a inscrição “Gracias, Pep” no gramado, e os torcedores cantaram seu nome até a última hora. Hollande, De Bruyne, Rodríguez e Foden, que se tornaram estrelas mundiais sob sua liderança, não esconderam suas emoções. “Ele não nos deu apenas táticas, mas também a crença de que o impossível é apenas um desafio”, disse um dos líderes da equipe.
Guardiola terá uma pausa merecida, mas provavelmente enfrentará novos desafios profissionais. O “City” continuará com a base que não pode ser destruída com a partida do treinador. A academia, o departamento médico, o trabalho de scouting e a filosofia de domínio do jogo através do controle do futebol – tudo isso faz parte da DNA do clube.
O futebol é cruel com aqueles que mudam suas regras. Mas, no caso de Guardiola, Manchester provou que a grandeza não se mede apenas por troféus. Ela permanece na memória, no estilo de jogo e na maneira como a cidade trata a pessoa que fez do “City” a capital do futebol mundial. A era de Guardiola acabou. A herança dele permanecerá para sempre.