O pesadelo de Stegen: da operação até a eliminação da “Barcelona” e o fim da sua era no clube

Essa temporada foi um exemplo exemplar para Marc-Andre ter Stegen de como a carreira de um goleiro de elite pode desmoronar de forma rápida. Tudo começou antes mesmo do início do campeonato: uma grave lesão na coluna exigiu uma operação emergencial. A direção da “Barcelona”, não querendo correr riscos, decidiu contratar João Garcia como o primeiro goleiro da equipe. Ao voltar aos jogos, o goleiro alemão se viu como um jogador de reserva.

Em janeiro, tentando salvar as chances de participar do Campeonato Mundial pela seleção alemã, Stegen foi emprestado ao “Girona”. No entanto, suas esperanças desmoronaram após alguns jogos: uma lesão no tendão do tornozelo esquerdo o forçou a passar por uma cirurgia, o que o impediu de jogar por meses. Isso fechou as portas para ele participar do torneio.

A situação piorou também fora das quadras de jogo. Em março, Stegen tentou exercer seu direito de voto nas eleições para presidente da “Barcelona”, mas encontrou um obstáculo burocrático: seu nome não estava listado entre os membros do clube. Esse incidente só serviu para destacar ainda mais a distância que ele tinha da família catalã.

A final da temporada foi ainda mais dolorosa: o “Girona” não conseguiu manter-se na elite e foi rebaixado para a Segunda Divisão. Agora, Stegen volta para a “Barcelona”, onde seu futuro parece bastante incerto. Os compromissos contratuais, a competição acirrada e a idade o tornam menos capaz de se recuperar. Para um dos melhores goleiros da sua geração, este ano não foi apenas um ano ruim – foi um ano em que sua carreira na “Kamp Nou” chegou ao fim.