O quarto Campeonato Mundial consecutivo: De Bruyne, Kourtus, Lukaku e Witsel continuam sendo os pilares da seleção belga.

A seleção belga confirmou oficialmente a participação de quatro jogadores-chave no quarto Campeonato Mundial. Para Kevin De Bruyne, Tito Velhas, Romelu Lukaku e Axel Witsel, isso não é apenas um número estatístico, mas também uma tentativa de dar um fim à “geração de ouro” que levou o país ao topo da classificação da FIFA e tornou-se uma das equipes mais talentosas da década.

O caminho até esse ponto foi difícil. Em 2014, no Brasil, eles estrearam como jovens talentosos. Em 2018, na Rússia, conquistaram a prata, mostrando um futebol ofensivo eficaz. Em 2022, no Catar, enfrentaram uma crise de ideias e não conseguiram superar a fase de grupos. Agora, na preparação para o Campeonato Mundial de 2026, a aposta está no experiência, nas qualidades de liderança e na maturidade tática.

Cada um desses jogadores desempenha um papel único na estrutura da equipe. De Bruyne continua sendo o principal atacante, com sua visão de campo e precisão nas passes que compensam eventuais problemas físicos. Kourtus é uma base sólida na defesa, cujas decisões em situações de “um contra um” mudaram o resultado dos jogos várias vezes. Lukaku, apesar da idade e da concorrência, mantém seu status de jogador-chave e líder emocional da equipe. Witsel traz estrutura, disciplina e habilidade de ler o jogo, o que é crucial nos jogos da fase final.

A maior desafio para o treinador é gerenciar a carga de trabalho. O calendário será mais apertado, e o clima da América do Norte exigirá adaptação. A idade dos jogadores (a média de idade será superior a 33 anos) não permite erros na rotação dos jogadores. O controle médico, a flexibilidade tática e a distribuição clara do tempo de jogo serão fatores decisivos.

Para a Bélgica, essa é uma oportunidade de encerrar uma era de sucesso. Se a experiência superar a exaustão, os “Diabos Vermelhos” voltarão a ser uma forte candidata a medalhas. Se não, o mundo verá o declínio natural de uma das gerações mais talentosas da história do futebol europeu. O quarto Campeonato Mundial será o último teste para a resistência da Bélgica.